segunda-feira, 10 de setembro de 2018

O casamento de Franz Karl Brenner - Há 157 anos


   Franz Karl Brenner, meu bisavô materno, nasceu em 17 de setembro de 1831, em Ellweiler, uma aldeia no Principado de Birkenfeld/Hunsrück. Tinha 14 anos quando emigrou para o Brasil, junto com seu irmão Johann Jakob e suas irmãs Anna Philippina, e Catharina, casada com Jakob Cullmann.
   Franz Karl já adotara somente o prenome Karl, em sua terra natal, conforme assinou na Bíblia que recebera no ato de sua confirmação, em 1845. 

   Ele ficou pouco mais de dois anos em São Leopoldo, junto à família da irmã Catharina. Em 1849, aos 18 anos, já residia em Porto Alegre, como aprendiz de um alfaiate, na Rua da Praia. Nove anos depois, em 1858, mudou-se para Santa Maria.
Franz Karl Brenner
   Karl Brenner tinha 27 anos, quando chegou à vila santa-mariense, então com 2.900 habitantes, na área urbana, recém-emancipada de Cachoeira. Estabeleceu-se como alfaiate, profissão importante na época, que lhe garantiu prosperidade em alguns anos de trabalho. Passou a ser chamado Carlos Brenner. Segundo Astrogildo de Azevedo,[1] ele “era estimado de todos, exerceu por muitos anos a profissão de alfaiate, que lhe proporcionou velhice abastada”.
   Tornou-se amigo do alemão Peter Cassel, seu colega de profissão, 24 anos mais velho. Cassel era um dos principais líderes dos alemães evangélicos locais, que então se organizavam para fundar sua comunidade. Ele era padrinho de batismo de Christiana Hoffmeister, nascida na vila, filha do ferreiro alemão Mathias Hoffmeister, depois conhecido como Matheus. A ferraria ficava na Rua Pacífica, atual 2ª Quadra da Dr. Bozano, mais ou menos onde hoje está a Casa Eny.

    Casamento, em 10 de setembro de 1861
   Assim, Carlos Brenner conheceu Christiana e, três anos após sua chegada a Santa Maria, faltando uma semana para completar 30 anos, ela casou com a jovem, então uma adolescente de 17 anos.
1ª Igreja catélica de S. Maria.
Des. de autor desconhecido
   A Comunidade Evangélica Alemã de Santa Maria somente foi fundada em 1866, por isso Christiana, de família luterana, fora batizada católica. Assim, na falta da igreja dos noivos, o casamento foi celebrado, em 10 de setembro de 1861, uma terça-feira, na primitiva e singela igreja católica de Santa Maria, situada no local correspondente hoje à extremidade sul do canteiro central da Avenida Rio Branco, onde está o monumento ao Cel. Niederauer. 
   Ficava de frente para um terreiro cheio de barrancos de terra vermelha, cobertos de macegas, chamado, na época, de Praça da da Matriz e, desde 1883, Praça Saldanha Marinho.[1] A pequena igreja foi demolida em 1888, porque suas paredes ameaçavam ruir.
Livro de nºs 2 e 3 de Casamenotos - Igreja Matriz de Santa Maria

   Peter Cassel, que já fora padrinho de batismo de Christiana, foi testemunha do casamento, assim como, mais tarde, foi padrinho de batismo de Júlio, quarto filho do casal. Também foi testemunha João Daudt, nascido em S. Leopoldo, filho do genearca Johannes Daudt, imigrado em 1826.
   Vê-se que o Vigário Antonio Gomes Coelho do Valle admitiu a declaração do noivo de que ele era “natural e baptizado n’Alemanha”, sem questionar a religião.
  Carlos Brenner era membro contribuinte da Deutsche Evangelische Gemeinde, a Comunidade Evangélica Alemã de Santa Maria. Em 6.8.1882, ele assinou a ata da assembleia que elegeu Friedrich Pechmann para pastor,[1] que também foi assinada por Matheus Hoffmeister, Supostamente, Carlos Brenner e seu sogro foram fundadores da Comunidade.
Capela do Divino - Santa Maria
   A história oral familiar conta que, aos domingos, o casal saía da residência, na Rua do Comércio (atual Dr. Bozano), e se separava: Carlos descia a rua e ia ao culto dominical na Igreja Evangélica Alemã, inaugurada em 1873; e Christiana subia a mesma rua para assistir a missa na primitiva Igreja Matriz, até 1888, e depois na Capela do Divino, na esquina sudoeste da Av. Rio Branco com Rua dos Andradas, que serviu de Matriz por 21 anos, até a conclusão da nova igreja, a atual Catedral, em 1909.  
______________________________________________

[1]Conforme Livro de Registro da Eleição de Pastores do Culto Protestante, folha 29 verso,  na Secretaria do Governo da Provincia, em Porto Alegre. - Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul. 


[1]Conforme Livro de Registro da Eleição de Pastores do Culto Protestante, folha 29 verso,  na Secretaria do Governo da Provincia, em Porto Alegre. - Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul.



[1] Somente em 1904, praça recebeu uma calçada no perímetro, e foi inaugurada , com seu 1º tratamento paisagístico, em 15.11.1906.


[1] AZEVEDO, Astrogildo de. Os Allemães em Santa Maria, In: Revista Commemorativa do Centenario de Santa Maria, 1914,

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Crônica da chuva - há 85 anos

 As quadras e o pequeno pavilhão social do Avenida Tênis Clube, eram importantes espaços para convívio social e esportivo de jovens santa-marienses, nas primeiras décadas do século XX. O clube estava então instalado na Praça da República, na área hoje ocupada pelo Corpo de Bombeiros.
Nos anos 30, as alegres tardes de jogos e as reuniões dançantes cumpriam a finalidade que fora desejada pelas fundadoras, em 1917.
Uma crônica publicada no Diario do Interior, em 2.9.1933, sábado, assinada com o pseudônimo de “Nicia”, revela sentimentos de frustração e desalento durante quatro dias de chuva. Assim como hoje, neste domingo de 2.9.2018, exatamente 85 anos depois.
Nicia lamenta não poder usar sua nova raquete e cita o tênis como o “esporte de Borotra”. Referia-se a Jean Robert Borotra, o tenista francês campeão de Wimbledon, em 1924 e 1926, do Open da Austrália, em 1928, e de Roland Garros, em 1931.

A seguir, culpa São Pedro e revela-se jovem, comparando a velhice do guardião das portas dos céus e das chuvas com sua juventude. Declara-se saudosa das alegres tardes de jogos, nas quadras do Avenida Tênis Clube.

Termina sua crônica comunicando que, com a releitura de O Tênis, de Décio Ferraz Alvim, estaria pronta para desafiar as jovens tenistas do A.T.C.:
Clelia Nieves, que Nicia descreveu em crônica posterior:
... pele morena, cabelos negros e crespos, olhos da mesma cor, melancólicos; faz recordar as belas andaluzas.
Boca pequena e lábios róseos, sempre prontos a mostrar uma fileira de lindas pérolas.
Uma covinha, bela e original covinha, que só aparece quando ela sorri aquele sorriso moço e são de suas encantadoras primaveras. E como faz bem a nós, já velhos, aquela mocidade alegre e desenvolta.
Amelinha Pereira, que seria coroada a 2 ª Rainha do A.T.C., no ano seguinte, em 28.7.1934.
Clelia Nieves, Amelinha Pereira e Elisa Pereira

Norma Seibel
Herta Puhlmann, tenista e pianista, que escrevera a partitura do Hino do A.T.C., composto, meses antes, por seu irmão Horst Puhlmann.
Elisa Pereira, muito ativa nos jogos e na diretoria, foi bem votada para a 1ª rainha do clube.
Nicia conclui citando a “excelsa e querida Rainha”, Norma Seibel, a 1ª Rainha do A.T.C., eleita por votação dos associados e coroada em 4 de julho daquele ano.

Mas quem era Nicia? Naquela época, eram frequentes as crônicas referentes ao tênis, no Diario do Interior. Eram assinadas por cronistas sob diversos pseudônimos: Smash, Drive, Marrecão, Fundo, Rod, Joel, Nicia, Pythoniza, Sinhasinha. Não identifiquei Nicia, mas suspeito que era um pseudônimo partilhado por um homem e uma mulher.

Nas citações acima, Nicia ora se diz "ansiosa", esperando o sol, e “socada aqui, neste ermo” e anuncia que desafiará as tenistas, chamando-as “campeãs”; ora proclama, referindo-se à mocidade alegre e desenvolta de Clelia, “como faz bem a nós, já velhos”.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Ildefonso Brenner – 13 de junho de 1862


Hoje, 13 de junho de 2018, aos 156 anos do nascimento de Ildefonso Brenner, meu avô materno, lembro que ele nasceu em Santa Maria filho primogênito do imigrante alemão Franz Karl Brenner e da santa-mariense Christiana Hoffmeister Brenner.
O pai se fixara na cidade em 1859 com alfaiataria e casa comercial. Em sua Confirmação, em Ellweiler/Hunsrück, em 20.11.1845, Franz Karl recebera sua Bíblia, como era costume na confissão luterana. Na primeira folha em branco, ele registrou o nascimento dos filhos.
 No primeiro registro, ele escreveu:
    Ildefons Antonio Brenner
   Geboren den 13 Junio 1862
Possivelmente uma escolha compartilhada: O pai escolheu Ildefons, nome de origem teutônica que significa “pronto para o combate”. E a mãe quis chamar o filho de Antonio, pois ele nascera no dia desse santo. Embora de família luterana, ela estava ligada ao catolicismo, desde o nascimento, pois a Igreja Evangélica Alemã só foi fundada em Santa Maria, em 1866. Os registros e a legitimação das famílias só poderiam ser na igreja católica.

O batismo católico foi realizado dois anos depois, em 24.9.1864, somente com o nome Ildefonso. 
 O distraído celebrante, Vigário Antonio Gomes Coelho do Valle, registrou “o innocente Ildefonso, nascido a treze de Junho deste anno”, ou seja, 1864. 

Ildefonso Brenner completou sua formação em Dresden, Alemanha, de 1881 a 1885, na Europäische Moden-Akademie
Comerciante
Voltando a Santa Maria, fundou, com seu irmão Germano, a empresa Brenner & Irmão, no térreo do sobrado da família, na esquina noroeste das atuais ruas Dr. Bozano e Serafim Vallandro. Em 1902, associou outros irmãos seus, sob a razão social de Ildefonso Brenner & Cia.

Atividade social
Em 29.9.1887, Ildefonso Brenner foi um dos 31 fundadores do Clube Atiradores Santamariense, com sede provisória na chácara do presidente Carl Müller, onde tinha seu estande de tiro, na atual Rua Barão do Triunfo, ao norte da Silva Jardim.
Em 1888, com 25 anos, foi eleito presidente do Clube Caixeiral Satamariense, sendo reconduzido ao mesmo cargo, em 1901.
Theatro Treze de Maio - Santa Maria
Sua formação cultural o levou a participar com João Daudt Filho da fundação da Sociedade Theatral Treze de Maio, em 1889, e foi um dos atores amadores do grupo formado por Daudt, nos primórdios do Theatro Treze de Maio.
Política
Em 3 de dezembro de 1891, realizou-se a instalação do 1º Conselho Municipal, tendo por presidente Frederico Kessler, e por secretário Ildefonso Brenner, 29 anos.
Durou pouco esse Conselho, pois, no dia seguinte, o Governador Júlio de Castilhos foi deposto, por ter-se recusado a apoiar o golpe praticado por Deodoro da Fonseca, quando dissolveu o Congresso Nacional. Foi nomeada uma junta para governar o Estado, pejorativamente chamada de "governicho". Em Santa Maria, o intendente e todos os membros do 1º Conselho Municipal renunciaram, em 23 de dezembro.

Ildefonso Brenner, com seus irmãos Germano, Júlio e Percival, e com seu cunhado Júlio Laydner,  participaram do grupo de 30 homens da sociedade santa-mariense que expulsaram o Padre Carlos Becker, que deixou a cidade em 18 de novembro de 1895, após 48 horas de ter sido intimado a retirar-se. Sucedendo o Padre Catalano, apreciado por todos, o Padre Becker assumira a paróquia com arrogância ultramontana.
Hospital de Caridade
Em 1898, foi cofundador, como secretário, da Sociedade de Caridade Santamariense, com a finalidade “criar e manter um hospital, onde serão recolhidos e tratados gratuitamente os doentes pobres.”  Essa instituição foi transformada, em 1901, em Associação Protetora do Hospital de Caridade, ainda sob a presidência do Dr. Astrogildo de Azevedo, tendo ainda Ildefonso Brenner como secretário. O hospital foi inaugurado em 1903.
Casamento
Em 7 de maio de 1902, chegando aos 40 anos, Ildefonso casou com Lydia Laydner, 12 anos mais jovem, filha caçula do ourives alemão Jakob Ludwig Laydner e Maria Luiza Niederauer. 
Ildefonso Brenner e Lydia Laydner Brenner
O casal passou a residir na casa onde Lydia nascera, em 10.10.1874, na Rua do Comércio, atual Dr. Bozano nº 1065, onde fora realizado o casamento civil. Em 1929, ano anterior ao casamento de suá única filha, Maria Luíza Brenner, Ildefonso mandou reformar sua casa, dando-lhe nova linguagem arquitetônica.
A fachada manteve seus elementos de 1929 a 1969.

Atividade classista
Exercia liderança entre os comerciantes locais, tendo sido presidente da entidade de classe em duas épocas. Em 1914, quando tinha a denominação primitiva de Praça do Comércio de Santa Maria, e em 1924, quando já passara a se chamar Associação Comercial de Santa Maria.
No ano seguinte, aos 63 anos, possivelmente, retirou-se dos negócios.

Ildefonso Brenner faleceu em sua casa, no dia 10 de abril de 1951, com a avançada idade, faltando dois meses para completar 89 anos.


terça-feira, 14 de novembro de 2017

Maria Luiza Niederauer Laydner - 186 anos

Esta postagem é feita em memória de Maria Luiza Niederauer Laydner, minha bisavó materna, cujo nascimento ocorreu há 186 anos, neste dia 14 de novembro.
Maria Luiza Niederauer Laydner
Seus pais, Philipp Leonhard Niederauer e Anna Catharina Diehl, naturais do Rheinhessen, chegaram à Colônia Alemã de São Leopoldo, em 15 de janeiro de 1826. Do Rio de Janeiro a Porto Alegre, foram transportados pelo bergantim Carolina, um veleiro de dois mastros, “marcado pela fome e pela morte”.

Três Forquilhas
O casal estava entre os pioneiros da Colônia Alemã de Três Forquilhas, em setembro de 1826. Lá nasceram os filhos Johannes, em 4.4.1827, que se tornaria o heroico Coronel João Niederauier Sobrinho, e Elisabertha, em 24.6.1829.
A Colônia Alemã de Três Forquilhas teve grande e rápido desenvolvimento. A terra era fértil, o clima excelente e os colonos laboriosos. Philipp Leonhard Niederauer, agricultor e com casa comercial no Núcleo da Igreja, tornou-se um dos mais abastados da colônia. Porém, distante de cidades e sem meios de transporte, não havia escoamento para os produtos coloniais.
Após quatro anos de frustrações, 17 famílias alemãs deixaram Três Forquilhas, entre elas os Niederauer.

Dois Irmãos
Em 1831, os Niederauer estavam estabelecidos em Sankt Michael der beiden Brüder , ou seja, São Miguel dos Dois Irmãos, colônia que deu origem à atual cidade de Dois Irmãos,160 km ao sudoeste de Três Forquilhas. A colonização de Dois Irmãos foi iniciada em fins de 1825 e começo 1826; era conhecida como Baumschneise, que significa Picada dos Baum, nome de uma das primeiras famílias colonizadoras.
Dois Irmãos fica 20 km ao norte de Novo Hambrugo

Em Dois Irmãos nasceu Louisa, a terceira filha, em 14 de novembro de 1831, e foi batizada pelo Pastor Carl Leopold Voges, em 18 de fevereiro de 1832.
Voges exerceu seu pastorado em Três Forquilhas, mas também de forma itinerante. Há registros de que celebrou quase 100 batismos na colônia Dois Irmãos, entre 1831 e 1833.
Em 16.3.1992, durante minhas férias em Torres, fui a Itati, distante 55 km, e visitei a Comunidade Evangélica de Três Forquilhas. Itati é o nome indígena imposto, em substituição à antiga denominação daquela colônia alemã, mas a comunidade evangélica a manteve. O Pastor Edemar Zizemer disponibilizou-me o livro eclesiástico do Pastor Voges, onde encontrei o registro de nascimento e batismo de Louisa.

Transcrição:
Louisa, eine Tochter des Philip Niederauer und der Catharina geboren Diehl eheliche Tochter wurde den 14ten  November 1831 geboren und 18ten   Februar getauft. Philip Niederauer gebürtig aus Kettenheim Rhein-Provinz Hessen, Catharina gebürtig aus Thalsheim. Tauftzeugen Johann Anton Neumann und seiner Ehefrau Louisa.
Tradução:
Louisa, filha legítima de Philip Niederauer e de Catharina, nascida Diehl, nasceu em 14 de novembro de 1831 e foi batizada em 18 de fevereiro de 1832. Philip Niederauer é natural de Kattenheim, Província Rheinhessen, e Catharina é natural de Thalsheim. Testeminhas de batismo: Johann a?nton Neumann e sua esposa Louisa.
Come era costume, a menina recebeu, no batismo, o nome de sua madrinha.

Santa Maria
Nove anos depois, no início de 1840, em plena Guerra dos Farrapos, a família chegou a Santa Maria da Boca do Monte. Eram Philipp Leonhard, 43 anos, sua esposa Anna Catharina e as filhas Elisabetha, 11, Louisa, 8, e Joanna Sophia, 5 anos.O primogênito Johannes Niederauer Sorinho, 13 anos, ficara em São Leopoldo e Porto Alegre, em estudos e trabalho..
As viagens eram feitas pelo Rio Jacuí até Rio Pardo. Depois, em mulas de carga e carretas, pela primitivas estradas, até Santa Maria, num percurso de cerca de 170 km.
Pouco depois da chegada à povoação santa-mareiense, faleceu Anna Catharina Diehl Niederauer, em 10 de junho de 1840. Foi sepultada no Cemitério da Capela, junto à pequena igreja católica, no local onde, 82 anos depois, foi erguido o monumento em honra do seu heroico filho, o Coronel João Niederauer Sobrinho.
A primitiva igreja católica de Santa Maria e o Cemitério da Capela.
Desenho de autor desconhecido, supostamente em 1884.

Casamento
Aos 22 anos. em 6 de junho de 1854, Louisa casou com Jacob Ludwig Laydner 24 anos. O casamento foi celebrado pelo Vigário Antonio Coelho Gomes do Valle, na citada igrejinha católica. No livro de registros, seu nome foi escrito Luiza.. Os Niederauer eram evangélicos, porém não havia sua igreja em Santa Maria, cuja comubnidade somente seria fundada em 1866. Por isso e proque o noivo era católico, o matrimônio foi celebrado nessa religião.
Laydner chegara à vila santa-mariense três anos antes e se estabelecera com residência e casa de ourives, na Rua Pacífica, em prédio que mandara construir em 1853.
A casa de Jacob Ludwig Laydner tinha linguagem arquitetônica mais simples,
até que seu genro, Ildefonso Brenner a reformou, no final dos anos 1920.

A denominação mudou para Rua do Comércio e Rua Doutor Bozano. Ali nasceram os oito filhos (quatro homens e quatro mulheres) do casal, inclusive a última, minha avó Lydia Laydner, depois Brenner. Na mesma casa nasceu minha máe, Maria Luiza, bem como minha irmã Maria Helena e eu. 

Maria Luiza Niederauer Laydner faleceu em 7.4.1891, com 59 anos de idade.
Nos registros de nascimento e de casamento, seu nome foi escrito Louisa e Luiza, mas, na família, era chamada Maria Luiza, como está na inscrição em seu jazigo, no Cemitério Municipal de Santa Maria.

__________
Fontes:
Arquivo pessoal
BRENNER, José Antonio. A saga dos Niederauer. Santa Maria Editora UFSM, 1995.
Livro eclesiástico da Comunidade de Três Forquilhas, Itati, RS.
Livro de Casamentos da Igreja Matriz de Santa Maria, 1854.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Philipp Jacob Schirmer – 207 anos


Philipp Jacob Schirmer
Este dia 11 de agosto de 2017 marca os 207 anos do nascimento de Philipp Jacob Schirmer. Ele era o pai de Maria Dorothea que casou com Peter Brenner – meus bisavós paternos. Portanto Philipp Jacob Schirmer é meu trisavô paterno, como também o é do nosso ex-prefeito Cezar Augusto Schirmer.
Quando escrevi sobre ele, em Os primórdios da Comunidade Evangélica Alemã de Santa Maria, há 18 anos, informei que ele nascera em 1810, na cidade de Kalternnordheim, no Reino da Saxônia.
O ano fora deduzido da idade declarada por Philipp quando, aos 19 anos, casou em Campo Bom, em 17.10.1829. O local fora obtido no registro de casamento, onde consta, na tradução:
Maria Catharina Böbion Schirmer
Livro I 1824-1844
Philipp Jacob Schirmer e Maria Catharina Bebian (na verdade, Böbion)
Noivo: o solteiro Philipp Jacob Schirmer, de Kaltennörding, 19 anos, evangélico. Filho legítimo de Georg Schirmer, de Kaltennördig, na Saxônia, e Catharina Elisabeth, nasc. Heinz.
Não sendo identificada Kaltennörding ou Kaltennördig, houve a suposição de que o local fosse Kaltennordheim, cidade no Reino da Saxônia, atualmente Turíngia.
Essa cidade foi, porém, o local de origem do pai de Philipp.

O nascimento de Philipp Jacob Schirmer
Datas e locais certos
Há dois anos, Heinz-Walter Burckhardt, natural de Waldlaubersheim e residente em Frei-Laubersheim, 18 km ao sul, realizou pesquisa de inestimável valor, obtendo o registro de nascimento de Philipp Jacob
Heinz-Walter Burckhardt
Schirmer e o registro de casamento de seus pais. Esses valiosos documentos revelaram nomes, datas e locais.

Os registros foram escritos em francês porque desde a invasão das tropas revolucionárias francesas, em 1794, os territórios germânicos a oeste do Reno foram dominados pela França, notadamente após o ano seguinte, quando, pelo 1º Tratado de Basileia (Basel), o Reino da Prússia reconheceu esse domínio.
Georg Schirmer, natural de Kaltennordheim, migrou para a região do Hunsrück, 200 km ao sudoeste, e estabeleceu-se na pequena Waldlaubersheim. Nessa localidade, o jovem tecelão de 23 anos casou, em 12 de novembro de 1809, com Catharina Elisabetha Heinz, 22 anos, ali nascida.

Trecho inicial do registro de casamento de Georg Schirmer
 com Catharina Elisabetha Heinz.

Tradução: No ano de 1809, dia 12 de novembro, às 10 horas da manhã, perante nós, Joseph Dheil, prefeito de Windesheim, oficial do estado civil da Prefeitura de Windesheim, Cantão Stromberg, Departamento do Reno e Mosel, compareceram George Schirmer, 23 anos, filho menor de Jean Gaspard Schirmer e Catherine Madeleine Flockin, tecelão, natural de Kaltennordheim, na Alemanha, domiciliado em Waldlaubersheim, o pai e a mãe concordam com este casamento que resulta do ato devidamente emitido pelo ministro de Kaltennordheim, em 18 de setembro último e revisado pelo encarregado de negócios franceses em Frankfurt, em 19 de outubro último, e Catherine Elisabete Heinz, solteira, 22 anos, filha maior do agricultor Gaspard Heinz e de Jeannette Heinz, sua esposa, de Waldlaubersheim, ali residente.

O sobrenome da mãe deveria ser Flocke. Flockin é a feminização do nome, como era costume, algumas vezes, na época, conforme encontrei em documentos de outras famílias. O sobrenome Flocke existe atualmente na região e em várias outras da Alemanha.
O registro cita Georg como filho menor e sua noiva como filha maior porque o Código Civil francês de 1804 (artigo 488) estabelecia a maioridade civil aos 25 anos para os homens e aos 21 anos para as mulheres. 
Philipp Jacob foi o primeiro filho do casal, nascido em 11 de agosto de 1810.
Georg Schirmer percorreu os 3 km até a Prefeitura de Windesheim, à qual Waldlaubersheim deveria estar subordinada, e registrou seu primogênito sete horas após o nascimento.


Tradução: No ano de mil oitocentos e dez, a onze de agosto, às duas horas da tarde, perante nós, Joseph Dheil, prefeito e oficial do estado civil da Prefeitura de Windesheim, Cantão de Stromberg, Departamento do Reno e Mosel, compareceu George Schirmer, tecelão domiciliado em Waldlaubersheim, o qual nos apresentou uma criança do sexo masculino, nascida hoje, às sete horas da manhã, dele declarante e de Catherine Elisabete Heinz, sua esposa, e ao qual ele declarou querer dar os prenomes de Philippe Jáques, as ditas declaração e apresentação feitas em presença de Conrad Offenberger, agricultor, com idade de quarenta e um anos, domiciliado em Windesheim, e Philippe Steger, agricultor, com idade de vinte e cinco anos, domiciliado em Waldlaubersheim, e o pai e as testemunhas assinaram conosco o presente registro, depois de feita a leitura.
Mapa da região, onde estão destacasdas liocalidades citadas.

Os franceses consolidaram sua ocupação, organizando a região em Départments e impondo seu sistema administrativo. Os registros de nascimento e de casamentos eram escritos na língua dos invasores, e até mesmo os nomes de batismos dos contraentes e das crianças registradas eram vertidos para o francês.
Assim, os nomes dos pais de Georg Schirmer foram escritos Jean Gaspard e Catherine Madeleine, quando deveriam ser Johann Caspar e Catharina Magdalena. O nome da noiva, escrito Catherine Elisabete, seria Catharina Elisabetha, e os de seus pais, escritos Gaspard e Jeannette, seriam, na verdade, Caspar e Johannetta.
Assinaturas de Caspar Schirmer e de Caspar Heintz

O filho de Georg Schirmer foi registrado Philippe Jaques, quando, certamente na Martinskirche, ele foi batizado Philipp Jacob, nome que usou por toda a vida.
Podemos supor que os casamentos, batismos e confirmações da família Schirmer foram celebrados na Martinskirche, a Igreja de Martin, em Waldlaubersheim. Ela foi construída por volta de 1190, e data dessa época a torre em estilo românico que, em 1500, recebeu a cobertura em gótico tardio, com quatro minitorres nos cantos.
O órgão ali existente foi fabricado, em 1742, pelo famoso Johann Michael Stumm, cuja família produziu mais de 370, dos quais ainda existem 140, considerados como jóias musicais e históricas.
Imigração
A família imigrante Schirmer chegou à Colônia Alemã de São Leopoldo, Rio Grande do Sul, Brasil, em 14.2.1827. Eram Georg Schirmer, sua esposa Katharina Elisabetha e os filhos Philipp Jacob, Kaspar, Jacob e Jacob Adam
Estabeleceram-se no lote colonial nº 207, em Campo Bom, onde, dois anos depois, Philipp Jacob casou com Maria Katharina Böbion, natural de Niederlixweiler/Sarre.
Em 1857, Philipp Jacob Schirmer, com a esposa, filhos, genros, nora e netos – um grupo familiar de 18 pessoas – mudaram para Santa Maria. Estabeleceram-se junto ao Rio Vacacaí-Mirim, em uma grande área adquirida por Philipp com cerca de 260 hectares, da qual o atual sub-bairro Vila Schirmer é uma parte.

Philipp Jacob Schirmer foi personagem de destaque em Santa Maria, especialmente no âmbito da etnia alemã. Em 8.4.1866, ele foi fundador e membro da primeira diretoria da Deutsche Evangelische Gemeinde, a Comunidade Evangélica alemã de Santa Maria. no mesmo ano, em 28 de outubro, ele foi membro da diretoria de fundadores do Deutscher Hilfsverein, a Sociedade Beneficente Alemã que, depois de várias transformações, é hoje a Sociedade Concórdia Caça e Pesca, a mais antiga associação da cidade e uma das mais antigas do Estado.

Philipp Jacob Schirmer faleceu com 70 anos de idade, em Santa Maria, onde viveu por 24 anos, gerando extensa e importante descendência, e onde suas atividades geraram frutos nos setores comunitário, associativo, assistencial e social, que se estendem até a atualidade.
_____________________________
Fontes:
  • Arquivo pessoal
  • BRENNER, José Antonio. Os primórdios da Comunidade Evangélica Alemã de Santa Maria. Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Maria, nº 6, 1999.
  • Pesquisas de Heinz-Walter Burckhardt, Waldlaubersheim, Alemanha.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Avenida Tênis Clube - Santa Maria -100 anos

Este dia 18 de julho de 2017 marca o centenário do Avenida Tênis Clube, fundado por um grupo de moças santa-marienses, várias delas recém-saídas do internato em colégios de Porto Alegre.
Em uma reunião das jovens amigas, em janeiro de 1917, no palacete residencial do médico Astrogildo de Azevedo, intendente municipal e pai de uma delas, Aracy Pinto de Azevedo, elas planejavam sobre o que fazer na pequena Santa Maria de cerca de 15.000 habitantes. Haviam terminado os estudos e não mais voltariam aos colégios da capital.
Foi então que uma das jovens, Stellita Mariense de Campos, teve uma ideia que foi aceita com entusiasmo: Construir uma quadra de tênis, pois esse esporte era praticado por mulheres e a quadra era um espaço de convívio social com os rapazes.
Durante o tempo de internato, no Colégio Bom Conselho, em Porto Alegre, havia passeios periódicos, pelo bairro Moinhos de Ventos, austeramente guiados pelas irmãs. Elas lembravam de terem visto, então, quadras de tênis, em algumas residências, onde jovens de ambos os sexos jogavam alegremente. Além disso, houvera em Santa Maria o Lawn-Tennis Club, com quadra na Av. Rio Branco, de curta duração, fundado por engenheiros e dirigentes da Viação Férrea.
As jovens obtiveram o empréstimo de dois terrenos contíguos, na Av. Rio Branco, para a construção da quadra. Um deles pertencia ao eng. Gustave Clarles Vauthier, diretor da Viação Férrea, e o outro ao eng. Eduardo Sabóia, empreiteiro da ferrovia. Talvez fosse o mesmo local da quadra do extinto Lawn-Tennis Club. Elas compraram a rede, raquetes e bolas que haviam pertencido a esse clube, então existentes no armazém da Cooperativa dos Empregados da Viação Férrea, guardadas por seu gerente, Manoel Ribas.
No palacete Dr. Astrogildo foi realizada a reunião de fundação e todas as demais do A.T.C., até 1920.  Projeto do arquiteto Theodor Wiederspahn, o prédio hoje abriga o Museu da UFSM, na Rua do Acampamento. É um dos mais valiosos bens do patrimônio edificado de Santa Maria.  foto: Venancio Schleiniger, 1913.

A fundação e as fundadoras
No dia 18 de julho de 1917, uma quarta-feira, talvez à tarde, na mesma residência, foi eleita a primeira diretoria da então denominada Sociedade Sportiva Avenida Tennis Club: presidente: Stellita Mariense de Campos, vice-presidente: Aracy Pinto de Azevedo; 1ª secretária: Docelina de Arruda Gomes, 2ª secretária: Dorvalina Gomes da Costa, tesoureira: Odette Appel Lenz. Estavam também presentes Georgina Brenner, Maria Becker Pinto e Violeta de Arruda Gomes. Na sessão seguinte, seis dias depois, em 24 de julho, estava presente Zilda Morsbach Haeffner. A ata dessa sessão não a cita como uma nova sócia, então devemos incluí-la no grupo de nove fundadoras que tinham entre 15 e 18 anos, no mês da reunião primordial, quando a construção da quadra foi decidida.
Esse número pode ser revisto, em razão de um texto escrito por Aracy Azevedo. Referindo-se às despesas com a compra da rede, raquetes e bolas, que ocorreu antes da assembleia, ela diz ter contado “com a solidariedade das colegas de ontem no Colégio Bom Conselho: Violeta e Docelina Gomes, Dorvalina Costa, Georgina Brenner, Abrilina Pinto de Araújo, Iracema, Innocencia e Inah Simões Pires, Maria Oliveira, Aracy Paz, Emilia Pereira etc.” As três primeiras já citadas como fundadoras, mas se essas últimas sete jovens participaram do pagamento da rede etc. não seriam também fundadoras? E quem seriam as outras mais referidas por Aracy como “etc.”?

As fundadoras e suas idades em janeiro de 1917
Aracy Pinto de Azevedo – 17 anos. Nasceu em Santa Maria, em 15 de julho de 1899, filha do Dr. Astrogildo Cesar de Azevedo e Aura Pinto de Azevedo.
Seu pai era médico formado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Liderou a fundação do Hospital de Caridade, inaugurado em 1903, e o dirigiu por 24 anos. Na época da fundação do Avenida Tênis Clube, ele era o chefe político do Partido Republicano e fora eleito Intendente Municipal, em agosto de 1916.
Aracy Pinto de Azevedo
Aracy estudou como interna no Colégio Nossa Senhora do Bom Conselho, em Porto Alegre, até dezembro de 1916.
Embora tenha assumido a liderança nos primeiros passos do clube, e a primeira assembléia tenha se realizado em sua casa, Aracy foi eleita vice-presidente, na primeira diretoria. Segundo a história oral, ela quis dar a primazia da presidência à autora da ideia.
Em 16.9.1918, Aracy foi eleita presidente do Avenida Tênis Clube e, em  1º de maio de 1920, foi-lhe concedido, conforme a ata, “um título honorífico pelos esforços empregados desde a fundação do club”, definido depois como Presidente Honorária.
Em 22 de janeiro de 1931, ela casou com Frederico Guilherme Klumb, então 1º tenente do Exército, passando a chamar-se Aracy de Azevedo Klumb. Aracy faleceu em Santa Maria, em 18.5.1987, com 87 anos, deixando extensa e importante descendência.

Stellita Mariense de Campos – 17 anos. Nasceu em 6 de setembro de 1899, em Santa Maria, onde sua mãe se encontrava.
Filha de Antero Mariense de Campos e de Lourença Pereira de Campos (Sinhá), fazendeiros em Estrella, município de Júlio de Castilhos, então chamado Villa Rica.
Foi também interna no Colégio Bom Conselho,cujo curso concluiu junto com Aracy.
Stellita em tela de Eduardo Trevisan
Em 1º.10.1919, Stellita casou com o advogado J. Ignacio Silveira de Campos, com 25 anos, nascido em Porto Alegre e Intendente Municipal de Júlio de Castilhos. O ato religioso foi celebrado na Catedral, pelo Padre Caetano Pagliuca, tendo Aracy Azevedo como madrinha. O ato civil foi realizado na residência da noiva, na Rua Coronel Niederauer, 139, em Santa Maria. Após o casamento, o casal seguiu para Júlio de Castilhos, afastando-se, assim, Stellita do A.T.C.
Foi a primeira presidente do Avenida Tênis Clube.

Docelina de Arruda Gomes – 16 anos. Nasceu em Santa Maria, em 8 de março de 1900, filha de Jeronymo da Costa Gomes e Brígida de Arruda Gomes. O pai era coronel comandante da Brigada de Cavalaria da Guarda Nacional, em Santa Maria, criada em agosto do 1915. Fora o anterior Intendente e era co-proprietário da filial local da Livraria do Globo.
Docelina de Arruda Gomes
Docelina estudou no Bom Conselho, como interna, junto com Aracy e Stellita.
Foi a secretária da primeira diretoria.
Casou com José Xavier da Rocha. Faleceu em Santa Maria, em 8.9.1992, com 92 anos. Naquele ano, em sua homenagem, como única fundadora viva, foi instituída a Copa Docelina, que de tornou importante evento internacional de tênis.

Violeta de Arruda Gomes – 18 anos. Nasceu em Santa Maria, em 16 de outubro de 1898. Era irmã de Docelina. Também foi aluna interna no Colégio Bom Conselho.
Casou com Waldemar Moreira, fiscal da Fazenda Nacional. Seu filho Luiz Pompílio Gomes da Rocha Moreira, general do exército.
  
Georgina Pereira Brenner – 16 anos. Nasceu em Santa Maria, em 20 de agosto de1900, filha do comerciante Julio Brenner e de Brisabel Pereira Brenner.
Em 5.6.1919, casou com o advogado Mario Gomes de Oliveira Guimarães, nascido em 9.8.1892, em Belmonte, no litoral da Bahia. Ele exercia o cargo de promotor público, em Santa Maria, e foi aclamado orador oficial do Avenida Tênis Clube, na assembleia de 26.9.1917. O casamento foi celebrado na residência dos pais da noiva, na Rua Ipiranga, hoje Av. Presidente Vargas, citada no jornal da época como o palacete de Julio Brenner.

Odette Appel Lenz – 18 anos. Nasceu em Santa Maria, em 20 de fevereiro de 1898, filha de João
Odette Appel Lenz
Lenz, comerciante, e Lydia Appel Lenz.
Neta de Johann Peter Lenz, alemão, e Carlota Lenz; e de Antonio Appel, alemão, e Carlota Appel.
João Lenz era vice-intendente na gestão do Dr. Astrogildo de Azevedo (1917-18).
Odette era a tesoureira da primeira diretoria e foi eleita presidente do A.T.C., em 14.3.1920, sucedendo Aracy Azevedo.

Dorvalina Gomes da Costa – 18 anos. Nasceu em Tupanciretã, em 5 de junho de 1898, filha de Júlio Marques da Costa e Rita Gomes da Costa.
Era a segunda secretária da primeira diretoria.
Em 7.3.1925, casou com o comerciante Ernesto Antão Teixeira, nascido em Porto Alegre, em 17.1.1894.  O casamento foi celebrado na residência da noiva, na Rua Floriano Peixoto, nº. 68.

Maria Becker Pinto ~14 ou 15 anos.
Nasceu em Santa Maria, em 19 de maio em 1901 ou 1902, filha do médico Nicolau Becker Pinto e Docelina Weinmann Pinto. Era neta do Dr. Pantaleão José Pinto, primeiro santa-mariense que se formou em Medicina, e de Anna Maria Becker Pinto. Casou, em cerca de 1928, com o economista carioca Henrique Aranha Lowndes e mudou-se para o Rio de Janeiro.

Zilda Morsbach Haeffner – 18 anos. Nasceu em Santa Maria, em 20 de novembro de 1898, filha de Aristides Gabriel Haeffner e Augusta Morsbach Haeffner.
Casou, em 15.12.1923, com Olívio Kroeff, comerciante de 47 anos, filho de Miguel Kroeff e Anna Kroeff. Zilda Haeffner Kroeff  faleceu em Santa Maria, em 18.6.1978, com 79 anos.

A Falsa data

O primeiro registro documental do clube é a ata da assembleia de 18 de julho de 1917, quando foi eleita a primeira diretoria. Antes disso, houve ações já citadas, mas nenhuma assembleia de fundação. Nem mesmo na redação da ata de 18 de julho, as jovens e inexperientes fundadoras registraram que estavam fundando um clube, mas esse registro deve ser reconhecido como o de fundação do Avenida Tênis Clube.
Durante cerca de oito décadas, o clube festejou seu aniversário referido a 7 de setembro de 1916, mas isso se deve a uma confusão provocada pelas dirigentes dos primeiros tempos e a outros fatos.  Elas comemoravam a inauguração da quadra de tênis como sendo o aniversário do clube.
Nada ocorreu em 1916, quando várias fundadoras ainda estavam no internato, em colégios de Porto Alegre, e somente em dezembro daquele ano, terminados os estudos, voltariam a Santa Maria. Alguns indícios me causavam dúvidas sobre a falsa data até que na festa do falso 85º aniversário, em setembro de 2001, Marina Klumb Dalasta, fiha de Aracy de Azevedo Klumb me disse que sua “mãe não poderia ter fundado o tênis em 1916, pois era aluna interna no Colégio Bom Conselho, em Porto Alegre.”
Minhas dúvidas se tornaram então certeza, e iniciei uma cuidadosa pesquisa para reunir provas a respeito.

A data verdadeira 

2004 na sede do ATC - Apresentação de José Antonio Brenner ref. à data da fundação.

A diretoria do presidente Renato Junker Machado acolheu o resultado de minha pesquisa e sugestão de que fosse reconhecida como data de fundação a da primeira assembleia, em 18.7.1917.
Em 2004, na comemoração dos 87 anos do A.T.C., perante cerca de 500 associados, fiz a apresentação com irrefutável documentação provando que todas as ações para a criação do clube ocorreram em 2017.

Locais da sede e desenvolvimento
A primeira quadra de tênis do Avenida Tênis Clube foi construída na Avenida Rio Branco localização que foi escolhida para denominação do clube.
Depois, em 1920, teve duas quadras na Praça da República. Três anos depois, em 1923, inaugurou sua melhor sede até então, na Praça do Mercado, atual Saturnino de Brito, com três quadras e pavilhão social. Em 1930, transferiu-se novamente para a Praça da República, na área hoje ocupada pelo Corpo de Bombeiros. Durante 27 anos, o A.T.C. ficou naquele local, com muitas glórias, a mais importante conquistada por sua atleta Carmen Paz, com três títulos nacionais: campeã brasileira por equipe e bicampeã brasileira individual de tênis, em 1950 e 1953.
Em 25.4.1920, o clube inaugurou sua nova instalação na Praça da República, onde teve duas quadras e permaneceu por três anos e oito meses. Em 15.12.1923, inaugurou nova sede, na Praça do Mercado, atual Saturnino de Brito, com três quadras e seu primeiro pavilhão social. Sete anos depois, em 1930, voltou à Praça da República

Imagem CNES 2017/Airbus Digital/Globe Landsat -- Digitalização/correçoes: J.A.Brenner
Área total 32.088 m² - 1. Salão nobre - 2. Salão/administração - 3. Salão multiuso -
4. Academia - 5. Área verde - 6. Quadras cobertas - 7. Judô - 8. Parque aquático - 9. Saunas - 10. Piscinas térmicas - 11. Restaurante - 12. Dep. Tradições Gaúchas - 13. Futebol sete -
14. Estacionamentos

Durante os anos de 1957 e 58 transferiu-se para o local onde se encontra, em área doada pelo Município, onde o A.T.C. começou seu desenvolvimento em âmbito social e esportivo que se tornou notável após a aquisição da nova área, do outro lado da avenida, em 1986, na gestão do presidente Roberto Bisogno. A prestação de serviços aos associados foi consideravelmente ampliada, com a do Centro Poliesportivo, com piscina térmica semiolímpica e novas saunas, construído na gestão do presidente Leomyr de Castro Girondi (2009-2013). Isso possibilitou, depois de 45 anos, a reorganização da equipe de natação que, nos anos 1960-1970, tantos títulos conquistou.

A sociedade santa-mariense e os ateceanos, com muito orgulho, devem comemorar o centenário do A.T.C., de tanta importância no contexto histórico da cidade e do estado, ao longo de sua rica existência de valiosos fatos, feitos, personagens e conquistas. Um clube que começou há 100 anos com uma quadra de tênis, na Avenida Rio Branco, e hoje, entre vários outros setores sociais e esportivos, conta com 12 quadras, em outra avenida, que deveria receber a denominação de Avenida Tênis Clube.

domingo, 14 de maio de 2017

Quatro homenageados do A.T.C. em 1934



Diário do Interior,  sexta-feira, 16.2.1934, p.2.
Na sessão de diretoria do Avenida Tênis Clube, em 8 de dezembro de 1933, o tesoureiro, Ernesto Lang, propôs que fosse inaugurado, na sede do clube, um quadro com as fotografias dos associados João Appel Lenz, Carlos Lang, João da Costa Ribeiro e Alcides Roth, "em homenagem aos relevantes serviços daqueles consócios." 
João Appel Lenz, então presidente, estava em licença para tratamento de saúde, desde fins do mês anterior, e João da Costa Ribeiro, presidente em exercício, afastou-se da sessão. Assim, esses dois dirigentes ficaram ausentes da sessão que aprovou a homenagem.
O quadro, com cerca de 70 por 90 cm, foi produzido na Casa Herrmann, com fotos do famoso fotógrafo Venancio Schleiniger. Essa loja, no ramo de perfumes, instrumentos cirúrgicos e fotografias, ficava na Primeira Quadra da Rua do Comércio, onde hoje está a Ótica Gaiger, no Calçadão Salvador Isaia, nº 1293. O quadro ficou em exposição na vitrine da Casa Herrmann até 18 de fevereiro de 1934, domingo.

Inauguração
Na noite de 3 de março de 1934, sábado, num ambiente de muita alegria, realizou-se a festa do A.T.C., para eleição e posse de nova diretoria, homenagem ao prefeito Edler e inauguração do quadro dos quatro ateceanos homenageados.
Às 23 horas, uma comissão composta do presidente João Appel Lenz e das jovens Norma Seibel, rainha do A.T.C., e Lucia Izaguirre introduziu, sob aplausos, o prefeito municipal,  João Antonio Edler, no salão social da sede.
A seguir, a diretoria propôs e a assembleia aprovou a concessão do título de Sócio Benemérito ao prefeito Edler, por ter deferido o pedido referente à cessão de mais uma área ao A.T.C. e por ter documentado a regularização da permanência do clube na Praça da República.
Foi então proposta a eleição da nova diretoria por aclamação, com o que concordou a assembleia. Foram aclamados: Presidente – Dr. João Geiger Bonuma; vice – Dr. Lamartine Souza; 1º secretário – Alcyr Pimentel; 2ª secretária – Lucia Izaguirre; 1º tesoureiro – Athos Lenz; 2ª tesoureira – Amelia Pereira; diretor esportivo – Carlos Lang; Conselho fiscal – Ennio Brenner, Ernesto Lang e João da Costa Ribeiro.
Deixando a presidência, o Dr. João Appel Lenz convidou os novos membros da diretoria a tomarem posse em seus cargos, o que foi feito sob uma salva de palmas.
O Dr. João Bonuma agradeceu a indicação de seu nome para presidente do A.T.C. e prometeu tudo fazer em prol do tênis.
À meia-noite, foi inaugurado o quadro com as fotografias dos quatro destacados ateceanos João Appel Lenz, Carlos Lang, João da Costa Ribeiro e Alcides Roth.
Carlos Lang agradeceu, em nome dos homenageados, a significativa prova de apreço dos seus consócios.
Seguiu-se um animado baile que terminou na madrugada de domngo.
 
No sentido horário, João da Costa Ribeiro, Alcides Roth, Carlos Lang e João Appel Lenz.
O quadro dos quatro homenageados não mais existe. A imagem acima é uma fotomontagem, baseada na memória e em foto do álbum da família (abaixo). Foram usadas fotografias dos acervos fotográficos das famílias dos homenageados e de uma publicação na revista A.T.C.
Assim como aconteceu com as placas denominativas das três quadras de tênis, na Praça da República, o quadro foi descartado e a homenagem desfeita, após a mudança da sede para o atual local, em 1958. Na foto abaixo, de 1941, vê-se, ao fundo, o citado quadro, na parede do antigo pavilhão social, na Praça da República. Vê-se também o quadro com a foto da coroação da segunda rainha do A.T.C, Amélia Pereira, em 28.7.1934. Esses dois quadros, mais o da primeira rainha, Norma Seibel e o da campeã brasileira, Carmen Paz, inaugurado em 7.9.1950, também foram descartados.
No pavilhão social do Avenida Tênis Clube, na Praça da República, em 1941. Ao fundo, o quadro dos quatro homenegeados. À frente, três jovens atletas do A.T.C.: Carmen Brenner Paz, Zilah de Almeida Cercal-- ambas com 18 anos -- e Arthur Brenner Paz, com 20 anos.

Os homenageados
João Appel Lenz (Guta)
João Appel Lenz, em 18.10.1931.
Nasceu em Santa Maria, em 28 de julho de 1896, e foi batizado em 6 de março de 1897. Era filho do comerciante João Lenz e Lydia Appel Lenz. Seu pai era chamado de Jango, então o filho, também João, começou a ser chamado Janguta, depois reduzido para Guta. Jangote e Janguta eram antigos diminutivos de Jango.
Esse apelido de tal forma incorporou-se a João Appel Lenz, que ele foi assim chamado, carinhosamente, por toda a vida.
Em fins de 1917, formou-se em odontologia, em Porto Alegre. No ano seguinte, associou-se ao A.T.C. onde começou a se destacar como tenista.
Formou, com João Luiz Roth, irmão de Alcides Roth, a dupla para o jogo da abertura da temporada em 1.6.1919, na quadra da Av. Rio Branco. Em 1.5.1920 foi eleito diretor de mês.
Primeiro homem presidente do ATC, eleito em 13.3.1921, Guta Lenz sucedeu sua irmã Odette. Nessa data foi eleita a 1ª diretoria mista do clube, antes dirigido só por mulheres, nos cargos pricipais.
Até a data da homenagem, ele fora eleito presidente cinco vezes (1921, 1926, 1929, 1933 e 1934). Posteriormente, foi presidente em 1949.
O jornal A.T.C., na edição de 25.2.1934 homenageou o ex-presidente, na seção Galeria do A.T.C.:
No campo da administração, em cargos vários, em quase todas as diretorias, assim como empunhando a raquete, o Guta tem sabido honrar a confiança que lhe tem sido dispensada por todos os ateceanos, tornando-se, sem favor, um dos maiores fatores do progresso do nosso clube.

Em 1969, quando presidente do A.T.C., tive a honra de propor e conceder-lhe, com aprovação do Conselho Deliberativo, o título de Sócio Benemérito do clube.

Carlos Oscar Lang
Nascido em São Leopoldo, em 6.7.1901, aos 18 anos mudou-se para Santa Maria.
Carlos Lang tinha 20 anos quando se associou ao Avenida Tênis Clube. Foi proposto por Iracema Brack e admitido na sessão de diretoria, em 26.7.1921, realizada na residência de Elma Brenner, vice-presidente exercendo a presidência.
Iniciou a vida profissional como viajante comercial e, em 1927, estabeleceu-se como comerciante. Tinha
Carlos Lang, juiz  nos jogos de inau-
guração da sede do Brasil Tênis Clube, 
em São Gabriel, em  23.4.1933.
26 anos quando participou da fundação da Casa Lang Ferragens Ltda., da qual se tornou titular. A importante empresa ficava na Primeira Quadra da Rua Doutor Bozano, no prédio onde hoje está a Loja Colombo.
Até a data da homenagem, Lang havia exercido vários cargos na diretoria: 1º secretário (1929), diretor esportivo (1925 e 1928), vice-presidente (1930) e presidente (1931).

O jornal A.T.C., o homenageia, na edição de 26.5.1934:
É da guarda-velha. Na hora “H” ele sempre foi encontrado a postos. Como jogador, ataca com impetuosidade e defende com energia. Ficamos admirados da facilidade com que ele locomove aquela massa formidável de cento e tantos quilogramas. E se têm inveja dele.
Quando sobe à cadeira de juiz, hay que verlo! A turma sente logo que “há juízes em Berlim.” (Referência à disputa entre um humilde moleiro de Sans-Souci e o rei da Prússia, Friedrich II - séc. XVIII).

João da Costa Ribeiro
Nascido em Cruz Alta, era gerente do Banco da Província, em Santa Maria e, posteriormente, foi diretor desse Banco, por muitos anos, em Porto Alegre.
Associou-se ao A.T.C. entre julho de 1922 e março de 1923 (um período de quase oito meses sem
João da Costa Ribeiro, em 1934.
atas), quando o clube estava na Praça do Mercado, atual Saturnino de Brito. Em 15.3.1923, foi eleito tesoureiro, cargo para o qual foi reeleito nas duas diretorias seguintes.  Em 1927 foi eleito presidente e foi diretor esportivo em quatro gestões (19
26, 1929, 1930, 1931 e 1932). No ano da homenagem, João da Costa Ribeiro era vice-presidente.
O jornal A.T.C., na edição de 28.4.1934, prestou-lhe homenagem:
Declara que "o Avenida Tênis Clube deve-lhe muito", acrescentando que desde seu ingresso, manifestou "acendrado interesse pelos assuntos vitais da sociedade, colaborando intensa e proficuamente pela sua manutenção e desenvolvimento, quer com elemento esportivo, quer como dirigente ou social." O texto conclui ressaltando o continuado entusiasmo de Costa Ribeiro, que o mantinha "em seu lugar de destaque na vida do clube, lídimo exemplo de tenacidade e devotamento que deve ser imitado."

Alcides Roth
Nasceu em Santa Maria, em 27 de janeiro de 1899, no então distrito do Pinhal, hoje município de Itaara, filho de Friedrich Roth, natural de Brücken/Alemanha e de Catharina Luise Albrecht, natural de Campo Bom.
Aos 19 anos, em 27.11.1918, inaugurou a Casa Roth, na Primeira Quadra da Rua do Comércio, onde hoje está o Edif. Bechara Abaide, nº 1318 da Rua Doutor Bozano, cujo térreo é parte da Casa Eny Feminina. Mais tarde, mudou a loja para o prédio em frente, hoje Galerias Roth.

Proposto por Lamartine Souza, Alcides Roth foi admitido sócio do A.T.C., na sessão de diretoria de
Alcides Roth, em 18.10.1931.
7.10.1929.
Foi eleito presidente do clube, em 18.3.1932.
No Diario do Interior, edição de 3.4.1932 , o cronista do tênis que assinava Drive, comemorou a eleição de Alcides Roth, por sua reconhecida qualidade administrativa.
Foi empossado em sessão de 17 de abril de 1932, domingo, no pavilhão social. O ato da posse foi seguido de reunião dançante, com música produzida por uma vitrola Orthophonic Victor, o primeiro fonógrafo movido a eletricidade. O aparelho foi cedido pelo presidente, que já o vendia em sua Casa Roth, pelo menos desde 1927.
Em sua gestão, as quadras de tênis foram reformadas, e o salão foi ampliado em cerca de 15 m². Para obter os necessários recursos financeiros, foi realizado um festival beneficente, no Cine Independência, em 11.5.1932.
Nos dias 19 e 20  de junho de 1932, Alcides Roth descobriu a presença, em Santa Maria, de Bruno Schuetz, do Tênis Clube Walhalla, campeão porto-alegrense de tênis, e campeão individual de tênis do Estado, de 1930 a 1943.
Segundo o cronista Drive, o presidente do A.T.C. promoveu,
uma lindíssima partida de tênis, num único set, entre o citado raquetista e o nosso vice-campeão Ennio Brenner. A pegada foi belíssima, finalizando com o resultado de 7x5, favorável ao campeão da Metrópole. Ennio atuou como nunca, jogou assombrosamente. Perdeu, sim, mas não desmereceu as gloriosas tradições do seu clube. A sua derrota ao enfrentar um adversário das possibilidades técnicas de Bruno Schuetz, acusando a contagem dos pontos a diferença mínima, é uma prova de que o nosso vice-campeão não é “sopa”. Os nossos parabéns ao jovem Ennio e ao Avenida.

Na gestão de Alcides Roth, durante a tarde esportiva de domingo, em 10.7.1932, foi homenageado o ex-presidente e sócio benemérito Eng. João Baptista Leggerini, dando o nome de “Pelouse Dr. Leggerini” a uma das quadras de tênis.  Finalizando o programa, houve um chá-dançante na sede, cujos melhoramentos foram festivamente inaugurados na ocasião.
______________________________________
Fontes:
Acervos fotográficos de José Antonio Brenner, José Augusto Roth, Maria de Lourdes Lang e Miriam Berao.
Arquivo pessoal
Arquivo Histórico Municipal de Santa Maria – Hemeroteca
Diário do Interior, 3.4.1932 – domingo - p. 2
Diário do Interior, 22.6.1932 – quarta-feira – p. 4
Diário do Interior, 16.2.1934 – sexta-feira – p. 2
Diário do Interior, 6.3.1934 – terça-feira - p. 4
A.T.C.- Orgão do Avenida Tennis Club, edições de 25.2.2934, 28 de abril de 1934 e 26.5.1934.
Livro nº 1 de Atas do Avenida Tênis Clube..
Carlos Oscar Lang, um homem que nasceu e morreu como autêntico comandante.. In: Álbum do 1º Centenário de Santa Maria. Santa Maria, Livraria do Globo, 1958.