quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Balduino Brenner

Neste dia 6 de janeiro de 2011, completam-se os 140 anos do nascimento de meu avô paterno. Pedro Balduino Brenner, mais conhecido pelo segundo prenome, nasceu em 6 de janeiro de 1871, na casa de seus pais Pedro Brenner e Maria Dorothea Schirmer Brenner. A casa estava localizada na propriedade de cerca de 60 hectares, junto ao Vacacaí-Mirim, em Santa Maria, hoje bairro Quilômetro Três. Ele foi batizado na Igreja da Comunidade Evangélica Alemã possivelmente pelo Pastor Hugo Klein, que deixou a paróquia após junho daquele ano.
Balduino Brenner era guarda-livros e exerceu, por muitos anos, o cargo de diretor tesoureiro da Cia. Santamariense de Luz Electrica, desde o final do século 19 até 1929, quando a companhia foi vendida à empresa canadense Cia. Sul Americana de Serviços Públicos. Os escritórios e a usina ficavam na Rua Venâncio Aires, onde hoje está a administração da AES-Sul. Era também securitário, como agente local da Cia. de Seguros Alliança da Bahia.

Balduino Brenner
aos 60 e poucos anos.
Balduino teve intensa vida social e esportiva. Participou por muitos anos da diretoria do Clube Atiradores Santamariense, onde foi várias vezes “Rei” na tradicional competição de “Tiro de Rei”. A foto acima mostra Balduino quando foi "Rei do Tiro" em 1902, portando a faixa de prata referente ao título e as medalhas das conquistas anteriores.
Atuou também na política, tendo sido candidato a conselheiro municipal, em 1916, pelo Partido Federalista, em oposição a Borges de Medeiros. Como sempre ocorria, nenhum candidato da oposição foi eleito, naquela época do voto de cabresto.
Balduino Brenner sofria de grave cardiopatia e faleceu aos 69 anos, em 7.7.1940, na cabine do trem, quando passava pela Estação Barreto, a 70 km de Porto Alegre, onde fora consultar. Estava acompanhado por seu filho Ennio Brenner e por seu neto Arthur Brenner Paz.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A morte do Coronel Niederauer – 142 anos

O Cel. Niederauer retratado em
tela por Juan Amoretti, em 1993.
     Neste dia 13 de dezembro de 2010, lembramos a morte do Cel. João Niederauer Sobrinho, em 1868, há 142 anos. O herói santa-mariense nascera na Colônia Alemã de Três Forquilhas, hoje Itati, perto de Torres, em 4 de abril de 1827. Desde a adolescência, viveu em Santa Maria, onde ingressou na Guarda Nacional, participando de várias campanhas militares. Atuante na política local, foi presidente interino da Câmara de Vereadores e o mais votado para a 3ª Câmara Municipal, em 1864, não tendo assumido porque partiu para a guerra da qual não voltaria. Mesmo ausente, foi o mais votado para a 4ª Câmara, em 7.9.1868, três meses antes de sua morte.
Depois de 14 combates e duas batalhas, na Guerra do Paraguai, quando demonstrou reconhecida bravura e competência, o Coronel Niederauer faleceu, em 13 de dezembro de 1868, com 41 anos de idade. Após a vitória em Avaí, quando percorria o campo de luta, para socorrer os feridos, ele foi atacado por um soldado inimigo. Foi sepultado no cemitério de Villeta e seus restos mortais jamais foram encontrados.
Deixou a esposa, Maria Catharina, e os filhos Delfina, João, Gabriela, José Garibaldi e Adelaide, essa última com 3 anos e 10 meses, que o Cel. Niederauer não chegou a conhecer. A família vivia na Sotéia, importante elemento de nosso patrimônio edificado, que hoje não mais existe.

O monumento ao Cel. Niederauer está vandalizado,
com os ornatos de bronze arrancados.
     Oito anos após sua morte, a cidade o homenageou dando seu nome a uma rua central: Rua Coronel Niederauer. Durante os festejos do Centenário da Independência, foi inaugurado o monumento com a herma do herói, erguido pela mobilização comunitária e hoje vandalizado, sem conservação.
O exército não esqueceu o grande guerreiro e o homenageou com a denominação histórica da 6ª Brigada de Infantaria Blindada – a “Brigada Niederauer”. Essa unidade está abrigada no mais antigo quartel do exército na cidade, inaugurado em 21 de abril de 1913.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Primeiro romance policial

O santa-mariense Hipolito Machado foi o autor do primeiro romance policial publicado no Brasil, escrito individualmente. Com o título Os ladrões do Val de Buia, o livro foi uma edição da Livraria do Globo, Porto Alegre, em 1933.
Houve um romance policial anterior, intitulado Mistério, escrito coletivamente pelos escritores Coelho Neto, Medeiros e Albuquerque, Afrânio Peixoto e Viriato Corrêa. Publicado como folhetim, em 1920, no antigo jornal carioca A Folha, o romance tornou-se livro em 1921, pela editora Monteiro Lobato & Cia., de São Paulo. Porém Mistério foi uma obra coletiva enquanto Os ladrões do Val de Buia teve autoria individual. Tal condição é afirmada pelo escritor Tailor Diniz, que declarou “não ter conhecimento de que, antes de 1933, algum escritor brasileiro tenha publicado individualmente e em livro romances do gênero policial.” E o bibliófilo Waldemar Torres atestou que Os ladrões do Val de Buia “é o primeiro romance policial de nossa história literária, publicado em livro.”
Capa da primeira edição, em 1933, e foto do autor, Hipolito Machado.

Hipolito Machado nasceu em Santa Maria, em 11 de junho de 1896. Bancário de profissão, ele foi também professor de contabilidade e autor de vários livros publicados e de alguns inéditos. O romance policial Os ladrões do Val de Buia é ambientado na Quarta Colônia de Imigração Italiana, em Silveira Martins e na localidade de Val de Buia, a 25 km de Santa Maria.
O livro foi reeditado pela Câmara Municipal de Vereadores de Silveira Martins, com lançamento na Feira do Livro de Santa Maria, em 2006.
Mais informações em meu artigo no jornal A Razão, edição de 4.12.2010, ou no site http://www.arazao.com.br/edicoes.php no link ‘edição impressa’.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Feira do Livro de Porto Alegre

Meu livro Os Cassel de Santa Maria-desde o Glantal, teve também lançamento na 56ª Feira do Livro de Porto Alegre. No dia 5 de novembro, houve a sessão de autógrafos, no pavimento térreo do Memorial do Rio Grande do Sul.
O evento foi promovido pela Editora da Universidade Federal de Santa Maria, que também lançou outras obras, na mesma data.
Para mim, foi muito gratificante receber, na sessão, amigos de longo tempo, bem como conhecer pessoalmente amigos e amigas até então virtuais e outras pessoas. Por isso, valeu a pena.
 O 1º da fila de autógrafos, na foto, é o eng. civil José Egydio Franco Brenner, neto de meu tio Egydio Brenner, a quem eu conhecia somente pela Internet.

O Prof. Newton Oliveira e sua esposa Aglaé Machado de Oliveira, notável artista plástica, são amigos queridos de longa data.
 Compareceu à sessão o eng. Oswaldo Paim, que foi professor da primeira turma de engenheiros civis da UFSM.

 Autografando para Ceres Niederauer e para Circe e
Juliana Niederauer Castro.

 Compareceram à sessão as amigas Dulce Daudt Volkmer
e sua irmã Cecília.

Zélce Mousquer (E) e Anelise Gollmann Wünsch, até então
amigas virtuais, prestigiaram o evento.

sábado, 30 de outubro de 2010

Lançamento na Feira

O livro de minha autoria, Os Cassel de Santa Maria-desde o Glantal, terá lançamento na 56ª Feira do Livro de Porto Alegre, no dia 5 de novembro. A sessão de autógrafos será às 16 horas, no Memorial do R.G.S.
A narrativa inclui-se na história da imigração alemã no R.G.S., enfocada numa importante família de imigrantes, com anotações genealógicas. Descreve os cenários históricos em que viveram, na terra natal, na trajetória da imigração, nas colônias alemãs e em Santa Maria, onde um ramo desenvolveu extensa descendência.
Capa de autoria de Valter Noal Filho sobre foto de Abraham Cassel, ancestral de todos os Cassel, a partir de Santa Maria.

No formato 22 x 21 cm, o livro tem 144 páginas e mais 10 anexos com esquemas genealógicos. O projeto gráfico e a capa são de autoria do programador visual Valter Antonio Noal Filho, o que agregou qualidade à obra.
A Editora UFSM lançou o livro, inicialmente em Santa Maria, em maio, e agora promove seu lançamento na Feira do Livro do Porto Alegre.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Estação “Villa Etelvina” – 100 anos

Exatamente há um século, em 15 de outubro de 1910, foi inaugurada a pequena estação da “Villa Etelvina”, na ferrovia que parte de Santa Maria para a serra. Era uma parada ferroviária, onde os trens paravam mediante sinalização.
Antonio Alves Ramos construíra vários trechos ferroviários, inclusive o de Santa Maria a Passo Fundo, entre 1893 e 1898. Ele comprou terras junto à ferrovia, a cerca de 15 km de Santa Maria, no Pinhal, hoje Itaara, e lá construiu, em 1903, uma confortável habitação. Deu à propriedade o nome de “Villa Etelvina”, em homenagem à sua esposa, Etelvina Brenner Ramos, com quem casara em 1882.
No frontão, acima do segundo pavimento do sobrado, o medalhão com o monograma de Antonio Alves Ramos e a inscrição com o nome da propriedade: "Villa Etelvina".