terça-feira, 22 de junho de 2010

Friedrich Karl Brenner — 226 anos

O dia 23 de junho marca o nascimento de Friedrich Karl Brenner, meu trisavô paterno e genearca de uma grande descendência, no Brasil.
Ele nasceu em 23.6.1784, em Birkenfeld, no Hunsrück, quando a cidade era sede do Margraviado de Baden. Era filho de Johannes Brenner, tecelão de linho (Leinenweber) e Maria Katharina Lengler. Friedrich Karl seguiu a profissão de seu pai e também era músico; esses dois ofícios eram citados nos registros na terra natal e na colônia de Campo Bom.
Em 24.2.1810, ele casou com Maria Margaretha Kunz, nascida em Schloss Werdenstein junto a Hoppstädten, 5 km ao sul de Birkenfeld. Nessa época, a região estava sob domínio da França, e o casamento foi registrado em francês.
Quando decidiu emigrar, em 1828, sua cidade era sede do Principado de Birkenfeld, um exclave do Grão-Ducado de Oldenburg, 500 km ao norte.
A família chegou à Colônia Alemã de São Leopoldo, em 19 de junho de 1829, e recebeu seu lote em Campo Bom, linha colonial aberta havia quatro anos. Era composta do casal e quatro filhos: Elisabeth Philippine, com 15 anos; Juliana, 10 anos (morreu três meses após a chegada); Karl, 7 anos; e Christiana Carolina, com 3 anos.
Friedrich Karl Brenner faleceu em Campo Bom, em 22 de abril de 1843, com 58 anos de idade. Seu filho Peter, nascido naquela colônia, em 1831, mudou-se para Santa Maria, em 1857, com esposa e duas filhas, gerando uma das duas famílias Brenner da cidade.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Lançamento


O lançamento do livro Os Cassel de Santa Maria-desde o Glantal, foi muito bem-sucedido, no último dia 6 de maio, na Feira do Livro de Santa Maria. Um número expressivo de pessoas prestigiou a sessão de autógrafos, tornando a obra um dos livros mais vendidos da Feira.
Isso foi bem expressado pelo Prof. Vitor Biasoli quando autografou ao autor, em livro seu lançado na mesma data: “Ao José Antonio Brenner, pesquisador minucioso, que reuniu a maior fila de autógrafos da Feira do Livro.”
Esse sucesso é atribuído à importância da família, seu grande número de membros e de amigos, e ao interesse por sua história e pela história de Santa Maria, enfocada no livro como principal cenário em que os Cassel atuaram, vários deles em posição de liderança.

O bom êxito é também devido à ampla divulgação por convites e pela matéria publicada no jornal A Razão, no dia do lançamento. O livro apresenta aprimorada qualidade gráfica devida à Gráfica Pallotti e, principalmente ao talento de Valter Noal Filho, autor do excelente projeto gráfico e da capa.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Livro sobre os Cassel



Com grande satisfação anuncio o lançamento do meu livro Os Cassel de Santa Maria-desde o Glantal, no dia 6 de maio, quinta-feira, na Feira do Livro de Santa Maria. O trabalho durou alguns anos de muita pesquisa, preparação de imagens e busca de dados genealógicos dos ramos mais recentes, que contou com a inestimável colaboração de Paulo Cassel, tetraneto do genearca imigrante.
A narrativa remonta a meados do século XVIII, com referência ao imigrante Abraham Cassel e segue com seus filhos, nas aldeias de Rathsweiler e Ulmet, no Vale do Rio Glan – Glantal, em alemão –, na bacia do Reno. Aborda o período da ocupação francesa e a posterior imigração no Brasil em dois grupos, em 1825 e 1827.
Abraham Cassel, genearca da família, em S. Maria.
Descreve, depois, o período nas antigas colônias alemãs no Rio Grande do Sul e evidencia Santa Maria, onde se estabeleceu Abraham Cassel (foto), neto do genearca de mesmo nome. Chegou à pequena vila santa-mariense, em 1862, com sete filhos nascidos na colônia de Bom Jardim (Ivoti) que geraram extensa e importante descendência.
O relato sobre os personagens, nos cenários históricos em que viveram e atuaram, dá ênfase a Santa Maria, na época dos séculos XIX e XX.






sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Catedral centenária


A Catedral de Santa Maria completou 100 anos, desde que foi consagrada como Igreja Matriz, em 1909.
Após a demolição da antiga, pequena e ruinosa igreja, em dezembro de 1888, a Capela do Divino passou a servir de Matriz e, alguns anos depois, surgiu um movimento para a construção de uma nova igreja condizente com o progresso da cidade. A iniciativa foi prejudicada em consequência da Revolução Federalista de 1893 e de conflitos envolvendo o pároco e lideranças republicanas.
Após assumir a paróquia, o padre palotino Caetano Pagliuca retomou a ideia formando, em 1902, uma comissão que levou á frente construção da nova Matriz. Foram membros atuantes Gustave Vauthier, Pedro Weinmann, Antonio Alves Ramos e outros.
O projeto de Arquitetura foi contratado com o alemão Johann Grünewald, formado em Colônia, Alemanha, com o título de Dombaumeister, “mestre construtor de catedrais”. Conhecido como “Mestre João”, ele havia construído obras importantes no Estado. Depois de construídas as fundações, o projeto foi modificado por Francisco Dupras, um desenhista da Estrada de Ferro, sendo que os zimbórios das torres foram projetados e dirigidos pelo Eng. Oscar Ewald.
Em sete anos, a construção do grande templo foi concluída, graças à continuada contribuição do povo católico da cidade. A sagração foi celebrada, em 5.12.1909, pelo bispo do Rio Grande do Sul, D. Cláudio Ponce de Leão, que celebrou a missa pontifical, no dia 8 seguinte, dia da Padroeira Imaculada Conceição, exatamente sete anos após o lançamento da pedra fundamental. Havia 21 anos que a pequena Capela do Divino, à direita, na foto de 1910, servia de Igreja Matriz.

No ano seguinte à sagração, foi criada a Diocese de Santa Maria, em 1910, e a igreja foi elevada à condição de Catedral.

A Catedral sofreu uma acentuada reforma, em 1939, executada pelo prático João Lapitz, que alterou sua linguagem original.
O interior da Catedral (foto de Fernando Top) foi valiosamente enriquecido, em 1954, com as pinturas murais de Aldo Locatelli e pintura decorativa de Emílio Sessa, ambos naturais de Bergamo, Itália.
A cidade deve se orgulhar de sua igreja centenária, um dos mais valiosos bens de seu patrimônio edificado.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Jacob Ludwig Laydner

No dia dos 180 anos do nascimento de meu bisavô materno, Jacob Ludwig Laydner, volto a escrever sobre ele (ver postagem de 11.11.2008), representado ao lado em desenho de Antonio Isaia, em 2000. Mais conhecido em Santa Maria como Luiz Laydner, ele foi um dos 31 fundadores do Clube Atiradores Santamariense, em 28.9.1887. Durante 40 anos, clube teve sua sede na chácara de Karl Müller, na Rua Barão do Triunfo, no início em área cedida, depois adquirida.
O tiro esportivo teve início no Brasil com os imigrantes alemães, que criaram sociedades de atiradores em muitas cidades.
Em 1892, Jacob Ludwig Laydner era presidente do Clube Atiradores Santamariense, quando houve a tradicional festa anual “Tiro do Rei” (das Königschieβen), o evento mais importante dos clubes de atiradores alemães. Na tarde de domingo, em 24 de abril de 1892, os sócios uniformizados, com suas armas e insígnias, reuniram-se no salão Paust e então, precedidos da banda de música “Lyra Santa Mariense”, dirigiram-se à casa do presidente, Jacob Luiz Laydner, onde, depois das continências de estilo, receberam o estandarte da sociedade.
Dirigiram-se depois ao estande de tiro, onde se realizou a competição, cujo vencedor, Pedro Brenner (meu bisavô paterno), foi proclamado “Rei”. Ao anoitecer, precedido da banda de música, houve desfile pela cidade, estourando foguetes e com representações da Sociedade Nova Aurora e do Clube Caixeiral, que se apresentaram com seus estandartes.
O cortejo dispersou-se à frente da casa do presidente Laydner, e à noite realizou-se o “Baile do Rei”, no salão Paust, oferecido pelo “Rei” Pedro Brenner.